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MELASMA

Embora não seja exclusivo das mulheres, o tema de hoje tira o sono da maioria delas. Estou falando do MELASMA, uma condição que se caracteriza pelo surgimento de manchas escuras na pele, especialmente na face (embora também possa acometer outras regiões, como braços, pescoço e colo).

Infelizmente, já começo deixando claro que não existe uma causa definida para o aparecimento do melasma, tampouco há cura. O que existe é o controle da doença, que está relacionada à gravidez, ao uso de anticoncepcionais, à fatores genéticos, mas, principalmente, à exposição solar.

Daí mais uma razão para abusar do uso de filtro solar que, como mencionei no último artigo, não apenas protege a pele do câncer de pele, mas também é o nosso melhor aliado no que se refere ao melasma.

Sem dúvida, a exposição à luz ultravioleta (seja ela natural ou artificial) é o fator desencadeante do melasma. E esta época do ano (verão) é crítica no que tange ao aparecimento dos sintomas da doença, pois muitas vezes a paciente se expõe ao sol em demasia e, de duas a uma, ou o melasma aparece pela primeira vez, ou ele piora, escurecendo ainda mais em quem já é portador dessa condição.

Mas afinal, como sei se é melasma? A doença caracteriza-se pelo aparecimento de manchas escuras ou acastanhadas na face, especialmente nas maçãs do rosto, testa, nariz e lábio superior (buço), lembrando que, como já mencionado, pode acometer outras áreas do corpo. Essas manchas tem forma irregular, porém definidas e, de modo geral, simétricas.

O médico dermatologista é o especialista habilitado para identificar e tratar o melasma, sendo que muitas vezes tratamentos e receitas caseiras podem agravar o problema. Costumo dizer aos meus pacientes que o que funcionou para a amiga, a vizinha, a artista de televisão ou a blogueira do Instagram nem sempre resolve o seu caso específico e, no caso do melasma, realmente pode piorar o quadro – e muito.

Quanto antes a doença for identificada e o tratamento for iniciado, maiores as chances de bons resultados, inclusive no que diz respeito ao cloasma gravídico, que são as manchas típicas da gravidez, que podem ser tratadas, a critério médico, durante o período gestacional ou depois, já que tendem a desaparecer, muito embora isso não seja uma regra.

Existem alguns tratamentos possíveis, que compreendem o uso de medicamento tópico (creme), peelings, microagulhamento, aplicação de luz intensa pulsada e de laser, no entanto, o sucesso envolve um conjunto de ações com vistas a clarear e estabilizar a cor da pele. No caso do melasma, aliás, o bom resultado depende muito mais da disciplina do paciente do que da conduta exclusiva do médico.

A principal atitude é, novamente, a proteção contra os raios solares. Este é o ponto fundamental e que depende da disciplina do paciente. Em seguida, temos a possibilidade de utilizar cremes clareadores à base de hidroquinona, ácido glicólico, ácido retinóico, ácido azeláico, arbutin, ácido kójico, ácido fítico, ácido tranexâmico e ácido dióico. Obviamente, nem todos estes produtos são utilizados de uma só vez ou funcionam para todos os casos, cabendo ao médico dermatologista avaliar qual o melhor caminho a ser seguido, já que os resultados nem sempre são imediatos.

Eu sempre digo que a saúde e também a estética são como uma sementinha que plantamos e podemos colher bons ou maus frutos lá na frente. Quero dizer que o imediatismo, na maioria das vezes, não funciona, devendo o paciente ser paciente e colaborar para um bom resultado a longo prazo.

Peelings, luz intensa pulsada e lasers também podem ser indicados para o clareamento da doença.

A grande novidade no que diz respeito ao tratamento do melasma com melhores resultados ultimamente no meu dia a dia em consultório é o chamado microagulhamento, procedimento que deve ser realizado por médico habilitado, uma vez que as agulhas utilizadas nestes casos é de maior calibre e perfuram a pele consideravelmente, objetivando um “boom” de colágeno e restauração da pele.

Ainda que hoje tenhamos um leque considerável de tratamentos, repito, o melasma não tem cura e sim controle. É uma doença de pele que dependerá muito do empenho do paciente no sentido de prevenir seu aparecimento ou piora.

Então, fotoproteção solar – faça sol ou faça chuva (literalmente), com a reaplicação periódica, além do uso de barreiras físicas, como chapéus e bonés são o segredo do sucesso.

Dr. Rogerio Angelucci
Dr. Rogerio Angelucci
Dermatologista - CRM 125.156/SP

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